Atualizado em 11 de novembro de 2025

O novo Centro Velho

O Centro de São Paulo, por muito tempo, foi para mim aquela piscina funda na qual só se molha o pé. Convivo com essa região desde os 18 anos, quando comecei a trabalhar na Associação Comercial de São Paulo, na Rua Boa Vista, endereço conhecido pelo Impostômetro. Naquele tempo, meu Centro se resumia a poucas quadras, como o Pateo do Colégio, a XV de Novembro e os cafés e restaurantes que guardo na memória daqueles anos.

Com o tempo e, depois, com a pandemia, o cenário mudou. Ver o Pateo tomado por moradores de rua me fez limitar as idas à entidade e quase abandonar as calçadas. E, quando a gente se afasta, fica fácil acreditar no que dizem. Assim, passei a aceitar a ideia de que o Centro Velho havia se tornado inóspito, um símbolo de decadência urbana que parecia irreversível.